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Crise no Supremo: até comentaristas da GloboNews falam em impeachment

 
O debate sobre o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal deixou de ser um tema restrito à direita e passou a ocupar o centro da discussão política no país. A avaliação foi feita por comentaristas da GloboNews nesta segunda-feira (26), durante o programa Estúdio I, ao analisarem a crise que atinge a credibilidade da Corte.
Para o jornalista Merval Pereira, a situação tende a se agravar e os ministros do STF precisam se preparar para um período turbulento. Segundo ele, novos fatos ainda devem surgir e o desgaste institucional não deve cessar tão cedo.
Merval afirmou que há pessoas dispostas a colaborar com investigações e relatar novos episódios envolvendo o tribunal. Para ele, não há como conter a crise sem medidas extremas, o que tornaria o cenário ainda mais delicado.
Além disso, o jornalista destacou que, por ser ano eleitoral, o tema do impeachment de ministros deve ganhar força nas campanhas. Segundo ele, existe apoio popular para o debate, especialmente diante da cobrança da sociedade por respostas sobre quem se beneficiou de esquemas e quem estaria atuando para proteger interesses ligados ao Banco Master.
A comentarista Andréia Sadi reforçou a análise e fez uma observação que chamou atenção. Segundo ela, o impeachment de ministros do STF deixou de ser uma bandeira exclusiva da chamada extrema-direita e passou a ser discutido de forma mais ampla no campo político.
Para Sadi, a crise atual rompeu barreiras ideológicas e colocou o Supremo no centro de um debate que antes era visto como tabu, inclusive dentro de setores mais moderados da política e da imprensa.
Já o comentarista Octavio Guedes analisou a postura do ministro Gilmar Mendes, que se manifestou publicamente sobre o caso. Guedes lembrou que a Lei Orgânica da Magistratura impõe limites claros à atuação pública de ministros, o que reacendeu críticas sobre o comportamento de membros da Corte em meio à crise.

O consenso entre os comentaristas foi claro: o STF vive um momento sensível, com impacto direto na política nacional, e o desgaste institucional tende a se aprofundar nos próximos meses.

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